02/08/2019 – GOIÁS – Vila Cultural Cora Coralina apresenta acervo de Marcelo Solá e Éder Bonfim

A exposição abre ciclo de mostras de coleções goianas que serão realizadas pela Secult Goiás nas salas Antônio Poteiro e Sebastião Barbosa

Comunicação Setorial Secult Goiás

Dando início à programação do segundo semestre da Vila Cultural Cora Coralina, unidade da Secretaria de Cultura de Goiás (Secult Goiás), na próxima terça-feira, dia 06 de agosto será aberta a mostra Coleções Goianas: Acervo Marcelo Solá e Éder Bonfim. A exposição é constituída por cerca de 70 obras de arte contemporânea e de arte popular, que cobrem a produção artística brasileira das últimas décadas.

Esses desenhos, pinturas, gravuras, serigrafia, artesanato em madeira, esculturas, arte indígena, cerâmica, entre outras modalidades e técnicas, estarão expostos até o dia 7 de setembro, na sala Antônio Poteiro. Além da exposição da coleção, haverá uma individual, na sala Sebastião Barbosa, com dez peças da produção gráfica de Marcelo Solá, produzidas nos últimos dois anos. A entrada é gratuita e a exposição é aberta das 9h às 17h, de segunda a segunda.

 

O acervo do artista Marcelo Solá e do colecionador Éder Bonfim expressam o senso artístico de ambos e suas relações com as culturas e tradições populares brasileira. Solá conta que grande parte de sua coleção é composta por obras de amigos e pessoas que cresceram artisticamente junto com ele. “Muitas dessas obras são presentes ou trocas feias com grandes artistas. A coleção se caracteriza pela afetividade”, diz. As obras foram coletadas por eles, nas três últimas décadas, e apresenta obras de artistas contemporâneos consagrados, como o paulista Hidelbrando de Castro, o gaúcho Daniel Acosta e os goianos Pitágoras Lopes, Juliano Morais, Siron Franco e o próprio Marcelo Solá, e obras de artistas jovens, como Pedro Castelyn e Estevão Parreiras.

 

Éder Bonfim afirma que sua coleção teve início há aproximadamente 12 anos e que grandes partes das obras e objetos foram adquiridos durante viagens. Bonfim afirma que sempre se interessou não apenas por arte popular, Naif e objetos indígenas, mas pela história das peças e dos artistas que as produziram. “A minha relação com essa coleção se baseia na história de cada artista, na região onde eles vivem, no material que eles usam e em suas histórias pessoais e suas crenças religiosas”, conta.

 

De acordo com o coordenador da Vila Cultural e curador da mostra, Gilmar Camilo, a exposição é um apanhado de obras que expressam os caminhos da produção artística nos últimos anos. “A coleção de Solá e Bonfim é como um passeio pelo Brasil contemporâneo e antigo. São obras coloridas, densas, que tratam das religiosidades, do universo do cinema, dos quadrinhos e várias são obras curiosas, que tratam das lendas brasileiras, por exemplo”, afirma.

 

A proposta da Secretaria de Cultura de Goiás, por meio da Vila Cultural Cora Coralina, ao realizar essa exposição, é democratizar o acesso às artes visuais. “São obras que estavam dispostas em ateliês e locais particulares, onde apenas amigos e colecionadores têm acesso”, disse Gilmar. “Marcelo Solá e Éder Bonfim generosamente se dispuseram a ceder temporariamente essas obras para uma exposição que compartilhasse com um público maior essa riqueza artística e cultural, além do seu olhar e do seu senso de estética, que acabam por revelar ao público as influências de sua própria produção”, afirmou.

 

O Secretário de Cultura de Goiás, Edival Lourenço, explica que a proposta da Secult e do Governo de Goiás é dar espaço para artistas goianos em todos os espaços culturais ligados ao Estado. “Temos essa proposta em todos os equipamentos públicos. A ideia é essa com as artes, o cinema, a literatura, a música, a dança, o teatro… A Vila Cultural Cora Coralina sempre incentiva a presença de artistas locais. Também aplicamos a mesma ideia ao Cine Cultura, onde exibimos filmes de cineastas goianos, ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, ao Centro Cultural Octo Marques, ao Centro Cultural Martim Cererê e aos demais espaços”, justifica.

 

Marcelo Solá

Marcelo Solá é goiano e desenha desde criança. A primeira participação de Solá em exposições foi em 1990, em Goiânia. Já sua estreia individual foi em 1992. Desde então, o artista realizou mais de 15 exposições individuais e cerca de 30 coletivas, além de ter participado de residências no Faxinal das Artes, em Curitiba, e na 17ª edição do Symposio de la Nouvelle Peinture au Canadá. Entre os espaços em que Marcelo expôs suas obras estão o Itaú Cultural, MAC Goiás, Funarte, Museu Nacional de Belas Artes, Museu de Arte Moderna da Bahia e Museu de Arte Moderna de São Paulo, entre outros.

 

Em 2002, Marcelo participou da 25ª Bienal de São Paulo, quando apresentou uma série de desenhos sobre papel e pinturas sobre a parede, além de uma escultura composta por tubos de ferro, pneus de borracha e carrinhos funerários soldados. Seus trabalhos, seja pintura ou desenho, têm como característica marcante o uso de uma paleta de cores reduzidas, com ênfase no preto.

 

Além do intimismo, os desenhos de Marcelo remetem à cidade e a situação urbana contemporânea. O caos urbano o seduz. Para ele, a sua influência no homem é pura poesia. Marcelo tem obras no acervo do Museu de Arte Moderna de Salvador, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana (BA) e na Coleção Gilberto Chateaubriand.

 

Vila Cultural

Localizada no Centro de Goiânia, a Vila Cultural Cora Coralina tem caráter artístico e cultural, e propicia, com entrada gratuita de segunda a domingo, o acesso do grande público às obras de artistas consagrados e às novidades trazidas por jovens artistas, a quem a Vila serve como vitrine para Goiás e para o Brasil. O horário de funcionamento é das 9h às 17h, inclusive aos feriados. Escolas, universidades e grupos fechados podem agendar visitas guiadas à Vila Cultural.