06/12/2017 – GOIÁS – Balança comercial goiana fechará 2017 com saldo superior a 7 bilhões de dólares em exportações

Gabinete de Imprensa do Governador de Goiás

A regularidade do superávit da balança comercial de Goiás tem chamado a atenção dos meios empresariais e é destaque nas estatísticas da economia goiana. O saldo em outubro ficou em US$ 374,3 milhões, assegurando a sequência de 46 meses consecutivos em que o Estado exportou mais que importou. O superávit se repetiu em novembro, atingindo 47 meses consecutivos de alta. A previsão é de chegar ao final deste ano com um patamar de US$ 7 bilhões em exportações. Em 1998, as exportações goianas representavam apenas US$ 384 milhões por ano. Hoje, esse número é mensal.

O jornal O Popular, na edição de hoje, destaca, no Editorial, que o desempenho é resultado da ação conjunta do empresariado, e do poder público, pelo esforço de visibilidade em missões internacionais, feiras e encontros com embaixadores.

Como forma de estreitar o relacionamento comercial com países-chave para a balança goiana, o jornal cita a realização do Go To Goiás, esta semana em Brasília, que tem como público alvo embaixadores, na perspectiva de divulgação da potencialidades do Estado, neste momento de retomada econômica, com a oxigenação do ambiente de negócios.

O saldo de US$ 374,3 milhões na balança comercial goiana refere-se a outubro. O total das exportações, no mesmo mês, foi de US$ 580,6 milhões, relatando um significativo aumento de 79,2% sobre o mesmo período do ano passado. Já as importações em outubro deste ano atingiram US$ 206,2 milhões.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico, Francisco Pontes, estes resultados são consequência das políticas de comércio exterior adotadas pelo Governo de Goiás. “Temos conseguido inserir o produto goiano na agenda do comércio exterior graças à atuação de nosso empresariado e às ações de aproximação com diversos países, por meio da divulgação de Goiás nas missões internacionais, feiras e encontros com embaixadores”, sustenta.

O superintendente Executivo de Comércio Exterior da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED), Bill O´Dwyer, lembra que Goiás foi o primeiro Estado do Brasil a ter uma secretaria de Comércio Exterior. “No ano 2003, o governador Marconi já vislumbrou a importância desta área para a economia goiana e criou a Secretaria de Comércio Exterior. Em 2000, a balança tinha um saldo de US$ 300 milhões por ano, hoje este valor é a média mensal”, ressalta O’Dwyer.

Acumulado – A previsão, segundo ele, é a de que no final deste ano o superávit acumulado alcance o patamar de US$ 7 bilhões. Nos primeiros meses de 2017, as exportações goianas cresceram 13,52% diante de igual período do ano passado, ao totalizar US$ 5,9 bilhões em vendas de produtos goianos. Por outro lado, as importações – que totalizaram 2,6 bilhões entre janeiro e outubro. O saldo, este ano, é positivo de US$ 3,24 bilhões.

Pauta diversa

Em outubro deste ano, Goiás exportou 339 diferentes produtos para 101 países. A China ficou em primeiro lugar no ranking de parceiros comerciais em exportações goianas, adquirindo 16,15% dos produtos vendidos no exterior, entre os principais Complexo Soja, Carne Bovina e Ferroligas. Ao todo, o valor comercializado com os chineses somou US$ 93 milhões.

Em segundo lugar, aparecem os Países Baixos (Holanda), depois Japão, e em quarto a Itália. Na sequência estão Coréia do Sul, Finlândia, Índia, Irã, Rússia e Arábia Saudita. A exportação de Carnes, entre os demais produtos, aumentou 18,4% em relação a outubro do ano anterior, conquistando o primeiro lugar no ranking dos produtos vendidos durante o mês de outubro, somando US$ 121 milhões. Na sequência, surgem os Complexos Soja e Milho em segundo e terceiro lugares, respectivamente, na lista de produtos exportados.

Dados das importações – Durante o mês de outubro, foram importados para Goiás 1.316 produtos diferentes, vindos de 64 países. Os Estados Unidos ocuparam o primeiro lugar no ranking de países dos quais Goiás mais comprou em outubro de 2017, totalizando US$ 31.055.956 milhões ou 15,05% do total das importações. O segundo lugar no ranking das importações coube a Coréia do Sul, seguidos pela Alemanha (9,83%), China (9,25%), Japão (8,40%), Suíça (5,51%), Índia (4,65%), Canadá (3,19%), Tailândia (3,10%) e, finalmente, Espanha (2,85%).