08/10/2019 – BRASIL – Governo aprofunda investigação sobre origem de óleo no litoral nordestino

Desde o início de setembro, uma força tarefa vem estabelecendo uma série de ações para investigar as causas e responsabilidades do despejo no meio ambiente

Governo do Brasil
Presidência da República

Opresidente da República, Jair Bolsonaro, disse nessa terça-feira (08) que há uma suspeita de que o óleo que chega às praias do Nordeste pode ter sido despejado criminosamente. “É um volume que não está sendo constante, se fosse um navio que tivesse afundado estaria saindo ainda óleo. Parece que, não é mais fácil, que parece que criminosamente algo foi despejado lá”, disse o presidente a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada acompanhado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Desde o dia 02 de setembro as manchas chegam a costa nordestina e toneladas de material já foram recolhidas. A parte de óleo mais pesada vem por baixo do nível do mar até tocar a costa. Depois, a maré se encarrega de retirar as borras de óleo que encalham nas praias. Análises da Petrobras indicaram que se trata de petróleo cru, que não é produzido no Brasil.

O ministro Ricardo Salles disse que o governo investiga a origem do óleo encontrado no litoral brasileiro desde setembro para dar uma resposta rápida à questão. Segundo Salles, o trabalho para a retirado dos resíduos é constante.

“Esse fluxo de óleo foi para a costa, a maré trouxe de volta para o mar, então, é um movimento que tem ido para costa e voltado. Nosso papel é agir rápido como tem sido feito para retirar aquilo que está em solo, mas também aprofundar a investigação para descobrir a origem. E isso está sendo feito e coordenado sobre a ordem do presidente para a gente responder o mais rápido possível e tecnicamente”, afirmou o ministro do Meio Ambiente.

Investigação
A Polícia Federal (PF) instaurou, em setembro, um inquérito para apurar a origem das manchas de óleo encontradas nas praias do Nordeste. As investigações estão concentradas na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Norte (RN), contando com a participação das áreas de combate aos crimes ambientais, de inteligência e de perícia.

A contaminação também é monitorada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), juntamente com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), Marinha e Petrobras.