11/01/2018 – GOIÁS – “Não falta ao PSDB quadro preparado, correto, íntegro, experiente e em condições de governar bem o Brasil”, afirma Marconi

► Na entrevista à Rádio Bandeirantes, Marconi diz ainda que não guarda nenhum rancor ou ressentimento em relação ao jornalista Jorge Kajuru

Gabinete de Imprensa do Governador

Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no programa ’90 Minutos’, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, o governador Marconi Perillo voltou a defender uma candidatura do seu partido, o PSDB, à presidência da República, enfatizando que é importante, para enfrentar os problemas do Brasil, que o candidato tenha experiência, seja forjado na atuação política, e tenha coragem de enfrentar o populismo e a demagogia. Citou que há no PSDB duas candidaturas postas, a do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

Voltou a dizer que seria importante que se enfrentasse o candidato Lula, mas que a possibilidade de candidatura dele é hoje uma questão jurídica, visto que é condenado em primeira instância e vai enfrentar um julgamento na segunda instância no próximo dia 24. Falou também sobre as possíveis candidaturas de Jair Bolsonaro e Luciano Huck e deixou claro que o Brasil não pode ficar na mão de quem não nunca foi experimentado na condução política e nunca enfrentou uma crise.

Disse ainda que não se decidiu sobre candidatura e que nunca conversou com Zezé de Camargo sobre a atuação do músico na política partidária, apesar das especulações. Sobre os embates que sempre teve com o vereador goianiense Jorge Kajuru, Marconi afirmou que ambos amadureceram com o passar do tempo e já têm um trabalho em comum, em defesa da causa dos diabéticos em Goiás, tendo aberto um centro para tratamento dos doentes diabéticos no Hospital Geral de Goiânia.

“Deus me livre de a gente cair de novo no populismo de esquerda ou o

populismo de direita”

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que as prévias do PSDB vão ser realizadas no início de março. Nós temos dois candidatos nas prévias: o governador Geraldo Alckmin, que é o presidente do meu partido hoje, de quem aliás eu sou o primeiro vice-presidente; e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que aliás foi um ótimo senador também. O PSDB tem bons quadros, muito experientes. Vários de nós fomos governadores várias vezes de estados importantíssimos do Brasil. Uma coisa que não falta no PSDB é quadro preparado, correto, íntegro, experiente e que tem condições de enfrentar essas turbulências do Brasil de agora, de fazer uma transição, com as reformas que precisam ser feitas, enfrentando a demagogia, o populismo. Deus me livre de a gente cair de novo no populismo de esquerda ou o populismo de direita. Isso não seria bom de jeito nenhum para o Brasil. O Brasil começa a dar sinais de recuperação econômica e tudo o que nós precisamos é de alguém que seja centrado, que tenha experiência, competência, que seja honesto, que seja preparado para enfrentar desafios. O líder não é aquele que fica bajulando ou só falando o que as pessoas querem ouvir. O líder é aquele que tem coragem de tomar decisões, mesmo que impopulares, mas que depois vão se reverter em benefícios e vão trazer conseqüências positivas para as pessoas. Eu te diria que nós temos excelentes nomes. Eu continuo tendo a convicção de que o PSDB é o partido que está mais preparado para resolver o problema do Brasil e em os melhores quadros. Numa eleição, esses candidatos, o Geraldo ou o Virgílio, terão de apresentar um plano de governo corajoso ao Brasil. E terá de dizer às pessoas o que fazer, se for eleito. Eu, por exemplo, defendo medidas duras. Por exemplo, pra que ter três senadores por estado? Nos Estados Unidos, há dois senadores por estado. Seria um gasto a menos. Pra que ter esse tanto de deputados federais. Diminua 1/3 dos deputados. Pra que ter tanta justiça especializada? Pra que ter tanto gasto com burocracia que não faz nada para ajudar o povo? Pra que ter tanta estatal? Estatal é um poleiro para indicação política, para a corrupção. Imagina que se a gente tivesse, no tempo do Lula, do PT, se a gente não tivesse privatizado as teles, a Embraer, a CSN, a Vale do Rio Doce? Imagina o que seriam dessas empresas se elas não tivessem sido privatizadas? Então, defendo um choque de gestão, um choque liberal, para que o governo possa realmente produzir para quem paga os impostos, para quem sofre as desigualdades que a gente tem no país.

“Enfrentar o Lula é uma questão que depende da Justiça”

Eu sempre digo no meu partido que eu preferiria que ele fosse candidato. Eu acho que temos de enfrentar o Lula e vencer o Lula, na base do argumento. Agora, não depende de mim, nem de você, e nem de ninguém. Essa é uma questão jurídica, judicial. Ele está condenado em primeira instância, vai ser julgado agora no dia 24. Não é uma questão política. Embora o PT queira transformar isso num discurso político. Mas não é uma questão política, é jurídica, é uma questão de polícia. Eu conheço superficialmente o Bolsonaro, fui colega dele na Câmara. Mas o que eu tenho de informação é que ele não tem nenhuma experiência em gestão, nenhuma experiência administrativa, e realmente seria um risco, porque botar uma nave espacial pesadíssima que é o Brasil na mão de quem não tem condições de operacionalizar a experiência e dirigir uma nação de 210 milhões de pessoas. Eu não conheço o Huck, a não se da televisão. Pelo que sei, não tem experiência privada e nem pública. Eu prefiro apostar num candidato do meu partido, que tenha experiência. O governador Geraldo Alckmin, por exemplo, administra um estado que é maior que a Argentina, tem uma população superior à da Argentina. O Estado de São Paulo é um país rico, com adversidade, com complexidade, e ele administra São Paulo por quatro vezes. Ganhou eleições. Administra com pulso forte, com correção. Eu prefiro continuar apostando em alguém que já tenha enfrentado as crises, as adversidades, dificuldades. No executivo, a gente enfrenta crises todo dia. As crises, quando acontecem, chamam à prova uma liderança, um governante o tempo inteiro. O governante tem de ter competência para arbitrar, ser um árbitro e saber discernir as coisas, tomar decisões, mesmo que amargas, nas horas certas. Se elas forem tomadas na hora certa, vão trazer benefícios coletivos. Com todo o respeito aos que estão falando que são candidatos, continuo apostando em alguém que seja do PSDB e que tenha experiência, alguém que respeite as pessoas, que respeite os que mais precisam e que também respeite o dinheiro público.

“Não tenho qualquer tipo de ressentimento ou rancor (em relação a Kajuru)”

Datena, acho que todos nós, tanto eu quanto ele, amadurecemos muito. À medida que a idade vai chegando, a gente vai amadurecendo, vai ganhando também mais experiência. Eu vejo que ele, depois que chegou à Câmara, especialmente, amadureceu. Eu também, ao longo do tempo, amadureci muito. Tenho muitos defeitos, como todo ser humano, mas tenho as minhas qualidades. É melhor a gente não guardar mágoa, nem ressentimento, em qualquer embate que tenha havido ao longo de minha vida. Não guarde um segundo de rancor em relação a ninguém. Não guardo mágoa. Tenho vários vereadores, amigos pessoais, que hoje são amigos dele e que conversam com ele. Há uma causa que ele abraçou e que eu também abracei com o conjunto dos vereadores, que é a causa do diabetes. Nós agora transformamos uma parte do Hospital Geral de Goiânia num centro para o diabético. Muito disso aí originou-se lá na Câmara, através de um trabalho dele também e de outros vereadores que são meus amigos. Então, nesse ponto tivemos convergência. É lógico que na vida pessoal e política, a gente não pode nunca sobrepor o interesse público por causa de questiúnculas ou desavenças passadas. A minha opinião é essa. Ainda não tomei a decisão se serei candidato a alguma coisa nessa eleição. Pode ser que seja, porque quem está na política há muito tempo como eu, é sempre muito cobrado. Eu também tenho minhas responsabilidades. Mas eu não vejo qualquer preocupação em disputar uma eleição enfrentando o Kajuru ou qualquer outra pessoa. Nós temos dois senadores muito competentes em Goiás, trabalham muito por Goiás, que são a Lúcia Vânia e o Wilder. Eu te diria que da minha parte estou absolutamente tranqüilo entre o que aconteceu entre mim e ele, no passado. Não tenho qualquer tipo de ressentimento ou rancor. Espero que da parte dele também não haja isso. Sinceramente, acho que ele vem fazendo um trabalho decente na Câmara, especialmente nessa questão que acabei de afirmar, como também eu procuro fazer, ao longo do tempo, um trabalho decente como governador do Estado. Eu e o Zezé de Camargo nunca conversamos objetivamente sobre isso, sobre candidatura. Eu sei que o Zezé é um cantor e um artista engajado, que gosta de política, não da política partidária, gosta da política em favor do país. Ele é uma pessoa que se preocupa muito com as causas sociais. A gente conversa muito sobre isso. Ele é uma pessoa que se indigna, como qualquer brasileiro, com relação à situação difícil das pessoas, mas não conversei com ele objetivamente sobre isso. Chegamos a conversar sobre o PSDB, mas não sobre candidatura. Então, não tenho como te dar essa resposta, porque não tratei claramente sobre essa questão com ele. Acho que ele tem, sim, interesse político. Zezé, além de ser uma pessoa talentosíssima, tanto ele quanto o Luciano como artistas, na música, ele é uma pessoa que sempre teve muita sensibilidade social. Ele sempre se preocupou muito com boas causas.