11/04/2018 – GOIÁS – Saúde terá R$ 100 milhões para atendimento no terceiro turno e cirurgias eletivas, diz José Eliton em entrevista à nova TBC

► Segundo governador, meta é eliminar filas de espera por cirurgias eletivas e possibilitar ao trabalhador cuidar da saúde também no período noturno
► “Esta é uma responsabilidade que o Governo do Estado chama para si, para dar ao cidadão a garantia de atendimento a todas as demandas”, diz no Roda de Entrevista

Gabinete de Imprensa do Governador de Goiás

Goiânia, 10 e 11 de abril de 2018 – “Estamos não só preparados, mas, prontos para isso”, disse o governador José Eliton durante o programa Roda de Entrevista, da nova TBC, na noite desta terça-feira (114/4), sobre se o Estado tem condições de atuar no setor de saúde dos municípios, em especial Goiânia, conforme propôs a vereadora Sabrina Garcez. Segundo declarou, o governo investirá R$ 100 milhões em duas ações importantes para dar maior eficiência ao atendimento: a criação do terceiro turno nos hospitais que administra e a realização de cirurgias eletivas no sistema estadual.

De acordo com José Eliton, o sistema público de saúde administrado pelo estado tem aprovação na casa dos 90%. “O problema é na rede de saúde básica que é administrada pelos municípios, que evidente têm seus desafios, mas devem estar buscando soluções, em especial nos Cais de Goiânia”, observou. “E nós estamos prontos para assumir novas responsabilidades e lançaremos, em breve, o chamado terceiro turno”, adiantou. Com isso, serão atendidos todos os cidadãos goianos que precisem de realizar consultas e exames de saúde também no período noturno.

José Eliton lembra que a responsabilidade pela regulação é do município. “Quando eu me refiro às cirurgias eletivas na rede de hospitais estaduais, estamos avocando para o estado essa responsabilidade, justamente para melhorar a saúde do cidadão”, argumentou. Segundo ele, o mais importante é melhorar o atendimento a toda a população. “Por isso, vamos estabelecer uma agenda forte agora para diminuir a espera por cirurgia eletiva; os hospitais estaduais estão prontos para atuar”, reforçou.

O governador destacou que, no Brasil, a gestão da saúde é unificada, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que já prevê constitucionalmente as competências da União, dos estados e dos municípios. “Em Goiás, estamos inaugurando todo um conjunto de ações, chamando para nós uma responsabilidade que é dos municípios para dar ao cidadão a garantia do atendimento às suas demandas”, disse.

Durante o programa, o governador foi questionado sobre a possibilidade de se criar no Estado a carreira de médico, para que as cidades do interior pudessem ser atendidas por profissionais do governo estadual. Ao responder, José Eliton observou que este é um tema interessante, mas se trata de uma agenda a ser construída dentro do Congresso Nacional. “Não é competência do estado estabelecer a carreira de médico no âmbito do governo”, explicou.

OSs na Saúde
No programa Roda de Entrevistas, o governador José Eliton foi questionado, ainda, a respeito das Organizações Sociais na gestão dos hospitais do estado. Para José Eliton, o serviço público está se aperfeiçoando, para atender ao cidadão que quer cada vez mais ter um serviço de qualidade. “É preciso termos em mente que chegará o momento em que a infraestrutura do estado estará de maneira adequada, pronta, em que o grande desafio, como nos países europeus, é justamente a oferta de serviços de qualidade em todas as áreas”, afirmou.

Segundo José Eliton, ao transferir a gestão dos hospitais do sistema estadual para as Organizações Sociais, houve um ganho qualitativo nos serviços ofertados. “Transferimos a administração do prédio e dos aparelhos ali dentro que serão usados para atender as pessoas”, ressaltou. “É a Secretaria de Saúde que define as políticas, o que nós fizemos foi pôr fim à burocracia que prejudicava o cidadão, como, por exemplo, no caso de um tomógrafo estragado em que para se comprar uma peça era preciso licitar”, justificou.

Com a gestão nas mãos das OSs, lembrou o governador, isso não acontece mais. “O tomógrafo não fica parado, até porque as Organizações Sociais recebem por eficiência”, observou. Para José Eliton, essas mudanças representam avanços porque resultam em melhor atendimento à população. “Essa é uma visão de modernização da administração pública”, acentuou.