12/03/2018 – GOIÁS – Secretaria de Mobilidade interdita parcialmente Avenida São Paulo para início da construção de viaduto (trincheira)

Dando prosseguimento à fase de preparação para as obras de implantação de uma trincheira (viaduto) que será construída na Avenida São Paulo, a Secretaria de Mobilidade e Defesa Social iniciou na última quinta-feira (8) o desvio parcial do trânsito na avenida. Uma das pistas da via, no sentido Correios/BR-153, foi bloqueada no trecho entre a rótula que dá acesso à Avenida 4ª Radial e a Avenida Rudá. A Rua Tapajós também foi interditada nos dois sentidos. A obra é parte das políticas públicas de Mobilidade Urbana do município que estão sendo realizadas pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). O projeto conta com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Ministério das Cidades, aprovado no ano de 2014. O custo total da obra será de R$ 13.151.884,58, com recursos oriundos do Tesouro Nacional.

Superintendência de Jornalismo

O início da obra está previsto para abril. O desvio é destinado apenas para motoristas que desejam seguir no sentido BR-153. Segundo a SMTA, os trechos se encontra todo sinalizado com placas horizontais e verticais. “Os motoristas que desejam se dirigir sentido BR-153 deverão seguir as placas e desviar pelas avenidas Rio Verde e Brasília até poder retornar à Avenida São Paulo” – explica o secretário de Mobilidade Urbana, Luziano da Costa Vale. O desvio tem a finalidade de facilitar o trabalho de alteração do cabeamento ótico que passa pelo local como fase de preparação para o início das obras. Este serviço está sendo realizado pelas próprias companhias telefônicas que atuam na região (Claro, Oi e GVT). A mudança de posição do cabos de fibra ótica tem a finalidade de evitar qualquer tipo de falha no abastecimento do serviço de internet para o interior do estado.

O Superintendente de Obras do município, engenheiro Roberto Lemas, responsável pela fiscalização da obra, explica que praticamente todo o fluxo de dados entre a Região Metropolitana e as demais regiões do estado passa pelo cruzamento das avenidas São Paulo e Rudá. Segundo ele, assim que terminada esta fase inicial, que cabe às operadoras de telefonia, serão iniciadas as obras, que devem durar cerca seis meses. “Esta obra tem o intuito de resolver um dos principais gargalos do trânsito da Região Metropolitana, liberando o tráfego da Avenida São Paulo, que é uma das principais avenidas da Grande Goiânia” – pontua o secretário de Infraestrutura Mário Vilela.

O projeto prevê o rebaixamento da Avenida São Paulo na interligação entre a Rua Tapajós e a Avenida Rudá, eliminando semáforos para motoristas que passarem pela via. A obra solucionará um antigo problema de estrangulamento do trânsito na região, garantindo o direito de ir e vir das pessoas. Tudo isso com o máximo de segurança, tanto para motoristas quanto para pedestres. O secretário de Mobilidade e Defesa Social, Luziano da Costa Vale, pondera que apesar deste tipo de obra trazer certos transtornos a motoristas e pedestres, as benfeitorias ficam no local. “A orientação inicial que estamos dando aos que por ali transitam diariamente é que observem as placas de sinalização horizontal e vertical instaladas que fazem parte do plano de desvio formulado por nossos engenheiros de trânsito. É importante seguir as orientações realizadas pela Secretaria de Mobilidade. Assim, o trânsito da região com certeza seguirá de forma tranquila”, salientou o secretário de Mobilidade.

OBRA

O secretário da Fazenda, André Rosa, explica que o projeto terá um custo total de R$ 13.151.884,58, oriundos do Tesouro Nacional. “O início da obra está marcado para abril deste ano e o prazo de conclusão está estimado para seis meses” – explica. A Secretaria de Infraestrutura explica que o projeto prevê ainda a implantação de um moderno sistema de drenagem e captação de águas pluviais, além de novo paisagismo em toda a Avenida. O secretário de Infraestrutura, Mário Vilela, explica que a obra é bastante ousada, tanto sob o ponto de vista da engenharia e da mobilidade quanto sob o ponto de vista urbanístico e econômico da cidade. “Será um projeto que irá modificar estruturalmente toda a dinâmica não apenas da região como muito provavelmente do município como um todo e marca os rumos da Aparecida que queremos para as próximas décadas”, sinalizou.

As calçadas da via terão sua largura diminuída em parte do trecho da avenida para que sejam construídas as vias de acesso à trincheira. Os comerciantes e proprietários de lotes já realizaram a retirada de totens e também o recuo de todas as interferências diretas existentes no passeio público daquele sob orientação da Secretaria de Regulação Urbana. Desta forma será possível o alargamento da avenida no trecho, necessário não apenas para a construção da trincheira, mas também para a implantação das vias de acesso e também garantir o fluxo mínimo de veículos no decorrer da obra. O secretário Mário Vilela explica que diferente de um viaduto, na trincheira a via principal passa por baixo da outra via e não por cima. “As trincheiras são soluções que resolvem problemas de fluxo em áreas urbanas de grande densidade”.

Cronograma

A primeira fase de preparação da obra que construirá uma trincheira na Avenida São Paulo teve início em janeiro deste ano, com a remoção das árvores pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e o recuo dos postes já realizado pela Celg. Em seguida, ainda nesta fase de preparação, teve início agora em março a transferência dos cabos óticos subterrâneos que passam no local a fim de evitar qualquer tipo de problema no fornecimento dos serviços de internet e telefonia na Grande Goiânia e demais regiões do estado. O desvio, portanto, seguirá durante todo o período de obras, passando de parcial a total durante a fase de instalação das vigas de concreto armado.

Após o fim deste primeiro período, que está previsto parta o mês de abril, as máquinas começam a trabalhar em todo o trecho compreendido pelo projeto. A previsão de término é de seis meses após o início. Se tudo ocorrer conforme o previsto, o prefeito Gustavo Mendanha deverá inaugurar a obra em outubro deste ano. “Temos a intenção de realizar toda a obra durante período de estiagem para evitar o aumento dos transtornos que normalmente ocorrem no período chuvoso” – pontua o secretário Mário Vilela. Ele explica que, no entanto, para que isso aconteça, é essencial que o prazo dos parceiros que estão atuando nesta fase de preparação seja rigorosamente cumprido.