12/09/2018 – GOIÁS – “Temos de combater o tráfico de armas e de drogas para garantir mais tranquilidade para as nossas famílias”, diz Marconi

►Candidato ao Senado, ex-governador propõe criação de Comando de Operações de Fronteiras para coibir entrada de armas e drogas no País

Imprensa Marconi Perillo

Candidato a senador, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) apresentou nesta quarta-feira a proposta de criação do Comando de Operação de Fronteiras nas áreas limítrofes entre o Brasil e os países vizinhos latino-americanos. Marconi disse que essa será uma de suas principais frentes de atuação no Senado Federal e que o objetivo da proposta é defender as famílias e seus filhos.

O Comando de Operação de Fronteiras, segundo Marconi, está sendo apresentado a partir da experiência bem sucedida com COD – Comando de Operações de Divisas, com 25 bases estrategicamente distribuídas pelo território estadual. “A gente tem que trazer mais tranquilidade para as famílias, principalmente as mais pobres, cujos filhos acabam cooptados pelo tráfico”, disse, em entrevista à rádio CBN e ao jornal O Popular nesta quarta-feira, 12.

“Entre 2012 e 2013 eu implantei em Goiás o Comando de Operações de Divisas (COD) e comecei a instalar bases operacionais em todas as entradas de Goiás, nas divisas com os Estados vizinhos”, relatou. “De um total de 25, 23 já estão implantadas, e o resultado é fantástico, apesar de a gente saber que ainda entram drogas por outros meios. Nesse período, nossos policiais do COD apreenderam mais de 100 mil quilos de drogas e apreendemos milhares de armas contrabandeadas”, afirmou.

“Como Goiás é um Estado Central, os bandidos ainda encontram um jeito de driblar essas barreiras. A partir disso é que eu defendo o deslocamento de um terço das Forças Armadas, da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, para vigiar nossas fronteiras por ar, água e terra essas fronteiras”, afirmou.

Marconi citou a situação do Estado do Mato Grosso. “O território mato-grossense tem milhares de quilômetros de fronteiras, inclusive com os países produtores de drogas e que traficam armas. E tem uma base com apenas 25 homens. Aí não tem jeito, as armas e drogas entram mesmo, é impossível impedir”, disse. “Eu já falava isso quando eu era governador. A gente tem que trazer mais tranquilidade para as famílias, principalmente as mais pobres, cujos filhos acabam cooptados pelo tráfico”, afirmou.