17/05/2019 – GOIÁS – Quando a água é prejudicial: você já ouviu falar em água servida?

Água, conhecida também por sua fórmula química H2O, é um recurso natural
abundante e é necessária para existência e manutenção da vida. Diariamente a
água é utilizada não somente para hidratação do corpo, mas também para
limpeza.

Ascom Hildo do Candango

Por ser um composto puro há necessidade de utilizar agentes de limpeza para
garantir a assepsia, seja do corpo humano ou dos ambientes em que se está
inserido, podendo ser nas casas ou comércios.

Assim, após a utilização a água torna-se imprópria para o consumo, porém,
dependendo dos produtos de limpeza utilizados, este resíduo pode ser
reutilizado para outros fins, por exemplo: a água do último enxágue de uma
máquina lava-roupas pode ser utilizada para lavar áreas externas em uma
residência.

O descarte da água, atualmente, após anos de urbanização e planejamento
das grandes cidades é feito por meio do esgoto. Porém, ainda hoje, mesmo
com o sistema de esgoto e com as construções modernas das casas e
estabelecimentos comerciais, que permitem o uso de ralos e sistema de
escoamento de água, moradores e comerciantes descartam água suja e com
compostos químicos nas ruas.

O ato de descartar água suja é prejudicial à saúde e ao meio ambiente, pois a
água, após a mistura de produtos higienizadores torna-se poluente, não
somente quando descartadas em rios, nascentes ou quando há ligações
clandestinas de esgoto, mas o ato de descartar água suja e poluída, ou seja,
água servida, nas avenidas públicas é um crime ambiental previsto na Lei do
Saneamento nº 11.445/07, que proíbe lançar água servida nas vias, mesmo
que não haja coleta de esgoto no local, pois se não houver este sistema, o
destino deve ser a fossa séptica.

O Código de Postura de Águas Lindas de Goiás, que descreve as normas e
infrações que podem ser feitas ou não, assim como as suas penalidades,
informa no Art. 62, inciso II que: “fazer escoar águas servidas das residências,
estabelecimentos comerciais, industriais ou de qualquer natureza para vias e
logradouros públicos”.

Portanto, é de responsabilidade da gestão municipal analisar, conforme as leis,
e fiscalizar as questões de higiene pública e é de responsabilidade dos
moradores e comerciantes locais atentar-se para as questões de bem-estar
coletivo e higiene das vias, sendo também responsável por arcar com
advertências e multas por omissão ou por descumprir as leis locais.