23/10/2019 – GOIÁS – Programa Hiperdia melhora a qualidade de vida de hipertensos e diabéticos em Aparecida

“O diabetes e a hipertensão são uma dupla mortal por serem causadores de complicações como enfarte, trombose periférica, retinopatia diabética e edema pulmonar, dentre outras. Além disso, são doenças crônicas consideradas assassinas silenciosas por não apresentarem sintomas até atingirem maior gravidade. Para acompanhar e tratar devidamente esses males há o Programa Hiperdia, uma estratégia nacional que é aplicada em Aparecida com excelentes resultados. Se você ou alguém da sua família tem esses problemas, não perca tempo, venha conhecer e participar dos nossos grupos do Programa,” conclama o secretário de Saúde Alessandro Magalhães.

Polliana Martins

Em Aparecida de Goiânia, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem mais de 45 grupos de Hiperdia espalhados pela cidade, como informa a chefa de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Bruna Aniele. Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município têm atendimento médico e de enfermagem, palestras e reuniões de orientação para hipertensos e diabéticos. Já aqueles moradores de áreas não cobertas pela Estratégia Saúde da Família (ESF), fora da abrangência das UBSs, têm acesso ao Hiperdia nos Cais Colina Azul e Nova Era e no Centro de Saúde Papillon Park. Na região do setor Garavelo, as atividades do Programa são sediadas na UBS Buriti Sereno.

Atenção multiprofissional humanizada

Bruna também relata que nos Cais e no Centro de Saúde dois médicos atendem a 60 pacientes do Hiperdia por semana e que a SMS está fazendo uma reestruturação no Programa para aprimorar o acompanhaSmento dos pacientes que não estão em áreas de cobertura da ESF. Na opinião dela, “o diferencial do Hiperdia é que não se trata apenas de consultas médicas, mas de todo um acolhimento multiprofissional e humanizado que vai além das paredes dos consultórios em reuniões de grupos que oferecem orientações, atendimentos variados, palestras e a indispensável integração entre profissionais e pacientes para melhorar a qualidade de vida dos usuários”.

UBS Pontal Sul II

Dentre os inúmeros bons exemplos do Hiperdia, um pode ser visto na UBS do setor Pontal Sul II, localizada na Rua do Rodeio, na quadra 49. O grupo local tem, atualmente, uma média de 35 participantes de todas as idades e faz suas já tradicionais reuniões todas as segundas quartas-feiras de cada mês. A gerente da unidade, Danyelle de Oliveira Borges, conta que toda a equipe ajuda e participa das atividades do grupo, que mobiliza mais de 10 servidores de maneira planejada em suas reuniões, tais como administrativos, médicos, enfermeiras e agentes comunitários de Saúde. No ultimo dia 9, o encontro, com o tema “Recreação e Lazer”, foi aberto com um café da manhã saudável e saboroso e depois todos assistiram a uma palestra educativa, trocaram experiências, e, no fim, a animação tomou conta dos participantes com atividades como dança da cadeira, música do abraço e sorteio de brindes.

Aos 37 anos de idade, a vendedora Ludmilla Santos foi diagnosticada recentemente com hipertensão e está fazendo exames para verificar se está com diabetes. Moradora do Jardim Florença, ela já combinou com o companheiro, Robson, também hipertenso, de irem juntos à UBS do bairro o quanto antes para participar do grupo de Hiperdia local. “Descobri a doença ano passado, por acaso, num exame admissional e depois comecei a me tratar. Os remédios abaixam um pouco a pressão, mas a médica me disse que preciso mudar minha rotina, me alimentar melhor e procurar um grupo de Hiperdia para ter acompanhamento e o incentivo para não abandonar o tratamento. Minha sogra já está em um grupo, emagreceu, faz caminhada e melhorou muito”, afirma ela.

Hiperdia: programa essencial

Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, um em cada quatro indivíduos sofre de hipertensão (pressão alta), mais de 14 milhões de pessoas têm diabetes e cerca de 30% dos brasileiros com mais de 60 anos têm as duas doenças, que são causadoras da maioria dos episódios de acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. As estatísticas são preocupantes e por isso foi criado, em março de 2002, o Programa Hiperdia, como parte principal do Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus. O Programa visa reduzir essa alta incidência das doenças estabelecendo metas e diretrizes para ampliar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e controle dessas patologias no Sistema Único de Saúde (SUS).

Conheça a hipertensão

A hipertensão arterial ataca os vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, ela acontece quando a pressão está acima do limite considerado normal, que, na média, é máxima em 120 e mínima em 80 milímetros de mercúrio, ou simplesmente 12 por 8. Valores inferiores a 14 por 9 podem ser considerados normais a critério médico, mas 13 por 9 já desperta o alerta dos especialistas. As pessoas que têm familiares hipertensos, que não têm hábitos alimentares saudáveis, ingerem muito sal, estão acima do peso, exageram no consumo de álcool ou são diabéticas têm mais risco de desenvolver a hipertensão.